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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mar


A areia preenche as lacunas entre meus dedos, a sensação térmica é alta, meninos cavam buracos na areia, usam-na para fazer castelos, bolas das mais diversas cores cruzam o ar, latas de cerveja em todos os lugares, velhas gordas com maios e biquínis, contemplo a imensidão do mar.

 Nada disso me agrada, a verdade é que nem sei que diabos estou fazendo aqui, com esses caras bêbados, estou perdendo meu tempo, realmente não entendo o conceito de diversão da maioria das pessoas, mas de certo modo me agrada olhar as belas garotas com seus rabinhos besuntados em bronzeador.

O mar não me encanta, apenas me faz pensar que no outro lado dele possa ter algo para mim, que nunca encontrei aqui... O mar me enoja, a maior poça d’agua do mundo, corpos de japoneses arrastados pelo tsunami e porra de baleia e animais grotescos e fedidos, todo tipo de merda esta escondida no mar.

Um velho banguela tenta me vender uma lata de Skol por 5,00 paus, alguns metros dali algum jovem delinquente rouba a câmera de um turista argentino para trocar por drogas, casais se beijam a beira do mar e amigos se juntam para tirar fotos.

Até simpatizo com o álcool, gosto de fugir da lucidez sempre que possível, mas odeio o comportamento de pessoas embriagadas, em função disso desenvolvi o hábito de beber sempre sozinho. 

Olho em volta novamente, ouço muitas risadas, mas definitivamente nenhuma delas é minha, odeio esse lugar, odeio o mar, não consigo entender o motivo de enfrentar tantas horas de viagem para isso. Que diabo eu estou fazendo aqui. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Merda nenhuma em potencial.


Definitivamente eu sou um desses caras perigosos, quero dizer, como costumam ser chamados? Psicopata em potencial, alguma merda desse gênero, digo, talvez eu seja um suicida em potencial, ou um homicida, talvez os dois, enfim, o que eu sei é que definitivamente tem algo errado comigo. Mas por outro lado, tem algo bonito dentro de mim, de uma sensibilidade cativante, como uma flor quase coberta por uma poça borbulhante de merda. Eu só não sei como usar, quando quero deixar as palavras fluir o que me vem é só essa avalanche de raiva, vontade louca de expressar o quanto eu preciso ficar só para me sentir vivo. Quando estou sozinho me sinto capaz de tudo, o problema é quando estou próximo deles, ah, por deus, próximo das garotas, digo, eu realmente amo as garotas, seu olhos, cabelos, suas bocas e seus vestidos, o jeito como andam e como sabem fazer o que é preciso para conseguir o que querem. Mas de certa forma, eu gosto mesmo é das garotas loucas, quero dizer, não gosto de mulherzinhas, gosto de suas vaginas, adoro chupá-las e fode-las com raiva e brutalidade com meu pau enorme. Digo, eu definitivamente sou um desses caras em potencial para alguma merda, as mulherzinhas não gostam desse tipo de cara, as mulheres loucas? Bom, para elas tanto faz. Talvez seja por isso que as amo, elas me aceitam sem dar a mínima para o tipo de potencial alguma merda que sou. Gosto das garotas que bebem gosto das garotas sem batom e com infernos pessoais maiores que o meu, gosto das garotas que gritam e choram e me arranham para depois me amar com raiva e magoa, das garotas de roupa amarrotada e sem toda aquela merda química pintando seus rostos. Nunca entendi o diabo do motivo que as levam a fazer isso, é como se estivessem se fantasiando, se pintando para uma maldita guerra de interesses, isso me assusta, quero dizer, nós já vivemos em meio à mentira demais, o mínimo que deveríamos enxergar com clareza é o rosto de alguém, visto que o interior de todos é de uma intimidade assustadora e em geral é podre e não corresponde com o exterior, e elas tentam esconder isso mais ainda. Que seja definitivamente eu devo ser potencialmente perigoso, mas quando estou entre eles, sou tão inofensivo e sensível que chego até acreditar que a flor que borbulha entre merda dentro de mim existe de verdade. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Excitado feito o cão do próprio diabo.


Eu olhava os peitos dela e imaginava minha língua fazendo movimentos circulares em seus mamilos rosados, quando a peça metálica posicionada na trilha que meu pau seguiria até bater no queixo dela me chamou atenção. Era a imagem de um homem, quase nu, preso em uma cruz, pregos nos braços, creio que morto, afinal, o pobre desgraçado certamente sentiu muita dor, e morreu por asfixia visto que o peso das pernas cansaria a musculatura abdominal o impedindo de respirar. Veja, as pessoas andam por ai cultuando um cadáver, e dizem merdas como, “ele morreu por nós”. Eu digo, pro inferno, ele foi morto por nós. A questão é que as pessoas cultuam a morte e a violência desde os primórdios da humanidade. Por um minuto, perdido naqueles olhos verdes, achei aquela garota uma figura mórbida, sádica e cruel. Ainda sim, estava excitado feito o cão do próprio diabo.