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sexta-feira, 16 de março de 2012

Excitado feito o cão do próprio diabo.


Eu olhava os peitos dela e imaginava minha língua fazendo movimentos circulares em seus mamilos rosados, quando a peça metálica posicionada na trilha que meu pau seguiria até bater no queixo dela me chamou atenção. Era a imagem de um homem, quase nu, preso em uma cruz, pregos nos braços, creio que morto, afinal, o pobre desgraçado certamente sentiu muita dor, e morreu por asfixia visto que o peso das pernas cansaria a musculatura abdominal o impedindo de respirar. Veja, as pessoas andam por ai cultuando um cadáver, e dizem merdas como, “ele morreu por nós”. Eu digo, pro inferno, ele foi morto por nós. A questão é que as pessoas cultuam a morte e a violência desde os primórdios da humanidade. Por um minuto, perdido naqueles olhos verdes, achei aquela garota uma figura mórbida, sádica e cruel. Ainda sim, estava excitado feito o cão do próprio diabo. 

3 comentários:

W. disse...

Como um beatlemaníaco que carrega uma réplica da bala que matou Lennon.

W. disse...

Como um beatlemaníaco que carrega uma réplica da bala que matou Lennon.

Giovanna Cóppola disse...

Vi Bukowski aqui! Vi muito! Foda!

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