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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Saia azul (Fullhouse, Freud, Foda-se)

Não tenho muito mais o que falar, essa é a verdade. É gritar só. Quando uma arvore cai na floresta e não há ninguém por perto, ela faz barulho? Se ninguém te ouve, o que você diz tem algum valor? Eu me pergunto demais e enquanto falo comigo mesmo as coisas não param de acontecer ao redor. É como uma sequencia de explosões, dum! dum! dum! Não da para parar e ouvir uma só. Então, de uma hora para outra você não consegue dormir mais, quando dorme, sonha muito, cara eu odeio sonhar, como controla isso? Meus sonhos consistem basicamente em frustrações fragmentadas, desejos reprimidos e psicopatias ocultas.

Foda-se Sigmund Freud.

Sempre acordo com o gosto amargo, os olhos queimam, trago do sonho a lembrança de tentar correr e não conseguir, de estar caindo em um poço sem fundo, sem luz, de tentar puxar um gatilho e não ter forças. Tenho essa relação intima com o fracasso. Nas noites em claro eu tento escrever, mas sou apenas semialfabetizado e não conheço muitas palavras, não culpo o falido sistema publico de ensino totalmente. Eu sempre fui um péssimo aluno, aliás, eu sempre fui péssimo em tudo, até em ser péssimo. Às vezes eu acredito... Péssimo pessimista eu sou.

Ontem eu falei que a saia dela no nosso primeiro encontro era azul, mas na verdade era preta, eu realmente havia me esquecido. Definitivamente minha sorte no poker não se aplica no amor, veja só, fullhouse de novo. E ela? Foi-se.

Boa noite.

domingo, 4 de agosto de 2013

O que te come no cu e na boceta (O outro cara)

Eu poderia te escrever um poema de amor,
seria ele mais intenso que meus poemas de dor,
mas deixarei para o outro cara, o que te come
no cu e na boceta.

Eu poderia dizer que aquela musica especial 
me lembra você, e coloca-la para ouvirmos hoje a noite,
mas deixarei para o outro cara, o que te come
no cu e na boceta.

Eu poderia me alimentar do teu sorriso e mudar a cor
do ceu para te fazer um terço mais feliz,
mas deixarei para o outro cara, o que te come
no cu e na boceta.

Eu poderia te emprestar meu livro favorito
e te explicar a razão dele ser tão importante para mim,
mas deixarei para o outro cara, o que te come
no cu e na boceta.

Eu poderia dizer que te amo mais que tudo, mas acho que não é verdade,
então, se alguém tem que mentir para você, que seja o outro cara,
aquele que te come pelo cu e pela boceta.