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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Assim tão eu.

Não seria tão eu se não fosse outra
derrota,
outra oportunidade que estrangulei
com minhas próprias mãos,
outros olhos perdendo vida em
um suspiro final.
Não seria tão eu se não fosse tanta
solidão,
o amargo do quarto escuro enquanto
os jovens sorriem em bares e festas,
contemplar manchas na parede até
as formas ganharem sentido e uma
quase vida.
Não seria tão eu se não fosse o
diabo,
rosnando entredentes,
o despertador que toca
desperta dor e sufoca,
poesia  assimétrica afinal.
É tão eu jogar meus sentimentos
no lixo
em outra folha de rascunho que
ninguém
nunca
vai ver.
Assim tão eu,
tão ponderado,
tão desassossegado,
tão vazio de tudo,
tão cheio de nada.
Esse livro curioso que

ninguém

nunca leu. 

4 comentários:

Patty Amarante disse...

Não seria tão tu, se não tivesse tanta alma no que tu escreves, saudades Pablo.

beijo Patty Ravena

Iris Campos disse...

Não sendo bucólico. Não sendo ninguém mais além de você.
Sendo apenas Pablo. Isso é o que me faz apaixonar cada vez mais por cada palavra sua.
Obrigado por isso.

Ana Bailune disse...

Acho, Pablo, que a vida pode ser tão generosa a fim de dar-nos sempre outras chances, mesmo que estraguem tudo uma porção de vezes. Ela é paciente pois sabe o quanto nós possamos estupidos. É o que eu penso, e um dia a gente acerta. Teus poemas são lindos, verdadeiros e muito sensíveis.

Unknown disse...

Vejo sempre a mesma sinceridade de antes, no que você escreve e fico feliz de ter feito parte um pouco da sua vida, e dessa sinceridade. Eu me vejo ainda em muitos dos teus textos, mesmo que eu não queira, me vejo. Obrigada por mesmo sem saber, transparecer um pouco do que eu quero dizer, ser sincero como eu não sei ser.
Beijos, sinto sua falta.

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