Retweet

Posts Recentes

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Abnegação.

Angustia fria machuca entre as costelas,
Tempo é subjetivo
E eu não tenho controle da minha mente
Relapsus. Displicente.
Ninguém me ouviu gritar sozinho 03h23 da madrugada
de um domingo,
Ninguém pode mensurar o tamanho da minha dor
Só eu, eu só
e o diabo em mim.
Mas se você vem até aqui, seu perfume me da vida.
Desejo o mundo atrás da vitrine
Desejo a sua voz e seu sorriso
Desejo os fios do seu cabelo entre meus dedos
Desejo te escrever um poema de amor.
Sem desamor,
Estado de vida latente
Um drink com o diabo não aquece
Entre as costelas. Não mais.
Me dopa com a dopamina
Me morde
Me arranha
Me xinga
Me bate
Na cara, com força.
Depois deita no meu peito e ouve meu coração cantar
Junto com o seu em batimentos cardíacos acelerados e ritmados.
Então me conta sobre seu dia,
E ninguém mais entra nessa historia
que é só nossa.
E eu não sinto mais frio. 
E o tempo voa mais rápido que uma ave de rapina. 

"Por isso que você é assim meio louco. Não teve amor. Todo mundo precisa de amor. Isso arruinou com você."

4 comentários:

Barbara Silveira disse...

Ah, não posso descrever o que me ocorreu na leitura inicialmente desinteressada desse poema que, depois me roubou o fôlego e por fim depois me roubou de mim. Você cria imagens impressionantes por meio das palavras. A poesia eu considero um dom, parabéns, são belíssimos esses versos.

Priscilla Way disse...

Agora só esperar a moça,porque o pedido de casamento já tá aí! ;)

Elzinha Coelho disse...

Um poema contundente!!! Gosto de escritos assim.

Um beijo e obrigada pela visita no blog, virei mais vezes.

Iris Campos disse...

Seus textos não merecem meus comentários, mesmo assim, tento comentar a grandeza do seu eu em mim, mas é insuportável. Eu te sinto demais quando te leio. E como sempre, esse foi mais um texto extraordinário.
<3

Postar um comentário