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sábado, 28 de dezembro de 2013

Tédio

Eu poderia encarar o mar durante 10 anos, 
nada vai acontecer.
Escrever uma centena de poemas,
você vai dizer que eles são bons... Afinal,
eles são.
Mas se eles não vão te trazer aqui,
para mim de nada servem.
Diabos, eu quero você,
construir ou destruir algo juntos, 
desde que juntos para mim tanto faz.
Como aquela noite ouvindo Amy winehouse
deitados se encarando no fundo dos
olhos e respirando nossos perfumes,
eu enrolando seus cabelos no meu dedo
indicador sem trocar uma palavra.
Apenas nossas almas queimando, 
juntas.
Com uma intensidade que jamais 
se teve registro em nossas historias.
O amor é um jogo perdido,
eu sei e você também sabe.
Uma paixão bomba atômica é o que quero, 
nem que tudo que reste seja cinzas.
Não tenho medo de sofrer,
só temo que minha poesia se torne
um tédio.
Eu e você segurando a mesma granada
sem pino, 
é o que eu quero.
Você também sente o tédio,
conversar com eles é tão chato.
Então nós vamos molhar nossos pés
e caminhar
na areia da praia do Leblon,
acender um baseado e conversar
sobre nossas ambições.
Cada um vai ler seu poema favorito de
Bukowski,
O meu sera Dinosauria-nós,
o seu eu não sei, talvez,
pássaro azul.

2 comentários:

Ana Bailune disse...

Um poema que só o destinatário saberá interpretar corretamente. Lindo, para mim. Feliz 2014.

lu Imoto disse...

Mistura de romantismo com ousadia... Mistura de 'Gullar' com 'Quintana'.
Parabéns!

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