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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Nada

O que me falta é o combustível, creio eu. Cheguei nessa conclusão deitado assistindo mais um dia de minha vida torna-se menos um dia, tão sem brilho e razão quanto todos os outros. O que me falta é querer, veja bem, se tivesse algo lá fora que eu realmente quisesse eu teria um motivo plausível para lutar. Falta-me ambição de certa forma, falta também à vontade das coisas mais básicas. Entretanto, se querer é sofrer, algo eu quero, pois sei que sofro. Essa angustia fria que dilacera entre as costelas significa algo, sei que sim. Sinto-me como um impala 67 empoeirado e coberto por caixas em uma garagem de uma casa abandonada cujo dono já morreu.  Eu poderia fazer o diabo, só iria precisar de uma boa limpeza, um tanque cheio e talvez rodas novas. Então quem sabe se um dia algo queimar meu peito, me fazer desejar com ardor de mil sóis, talvez eu saia por aquela porta e faça algo mais que apenas assistir a vida esvair-se me condenando pelas coisas que nunca fiz. Talvez eu chute deus no rabo e beije aquela bela garota. Talvez eu cometa homicídios em série. Talvez eu simplesmente exploda meus miolos com uma 380. 

Sei que tudo é melhor que nada.
Só não sei se quero ou o que quero.

Santo deus, algo que me faça mover, sabe? 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Cansei, 
desapeguei,
deixa pra lá.

Não importa se o ponto de não retorno
já passou, se eu quero voltar, eu volto!
Veja bem, essa não é a primeira vez
que tiro leite de pedra e ressurjo das cinzas.

Saturou,
enjoou,
Perdeu a graça.

Todas acham que são musas inspiradoras,
as palavras apenas dançam querida e não
é você que toca a canção, escolho o disco,
volume, e sou eu que bato as teclas, oras.
Não se chama delírios cotidianos atoa.

Defasou,
Entediou,
virou piada.

Às vezes até vejo graça, quer dizer, fazer
piada das próprias desgraças e rir para não
chorar. Holden Caulfield e Henry Chinaski
trocando socos na saída da escola.
Maldito seja Holden Caulfield, eu repito.

Cruzado,
Gancho,
Holden nocauteado.

Não tenho interesse em álcool, tão pouco
vejo charme no decadente, você quer ser
maldito, não quer? Acha-se fodão, não é.
As horas são uma mentira, os dias, meses
o ano também é. Todo dia é um dia só.
Ano que vem não vai ser melhor, se tiver
que mudar algo, faça isso agora. Agora.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Não quis magoar.

Não é poesia amor
é desespero.
Guardar segredos,
cansei do mar
e de amar
sem poder contar.

É esse mundo querida,
me suga a vida
essa maldade que preenche
as ruas. Doentes.
Assistindo sobre homicídios
na tv, durante o jantar.

Então perdoa benzinho, 
às vezes piro, 
preciso extrapolar.
Não sou muito esperto,
nem sou poeta,
então peco,

ao me expressar.