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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Meu pacto com a solidão é um pacto de sangue,
uma eternidade ou duas se passaram desde então.
Pisei cem flores brancas e praguejei contra os deuses.
Fodi os rabos mais tristes e drogados que encontrei,
encantei mil víboras, mil e uma conheceram desencanto.

Algo em mim se quebrou e não tem conserto.

Incontáveis noites em claro pedindo socorro, gritei,
mas não verti uma lagrima, essas secaram cedo.
Acorrentei-me em uma rotina que se repetia mais
que a sina solitária da família Buendia.
Tornei-me taciturno e só notei quando por dias
as palavras que proferia cabiam nos dedos de uma mão.

Pobre diabo desagregador.

Abracei a melancolia e não vi nenhum charme.
Os bons diálogos só existem nos livros, veja bem,
notei que ninguém tem nada interessante para dizer,
ou coisa que o valha.
Deixei de ser homem e virei um saco de batatas.

E mais nada.

5 comentários:

Ana Bailune disse...

Um poema introspectivo, cheio de lirismo. Adorei sua poesia.
Tenha um ótimo dia.

Vitor Costa disse...

Essa amálgama de sensações que mal podemos pôr em palavras. Essa merda de mundo ou esse mundo de merda. Mas, ainda não quero me jogar no precipício dos precipitados, ainda há o que viver e a mudança é constante. Mesmo assim, há dias que não valem a pena ser vividos.

Gostei do blog!!

http://leigopoeta.blogspot.com.br/

Abraço

Lucas C. disse...

"Os bons diálogos só existem nos livros, veja bem,
notei que ninguém tem nada interessante para dizer,
ou coisa que o valha."

que foda!

Antônio LaCarne disse...

Pablo, que lindo o teu poema. Parabéns!

Priscilla Souza disse...

Pablito,não te encontro no facebook mais ;/

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