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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Quem determina o vencedor.

Tinha esse cara morto certa vez,
no chão com os pés abertos.
O sangue era viscoso e parecia quente,
sua mãe o segurava nos braços
se sujando no sangue
“Meu filho, meu filho” gritava,
velha porca.
Lesões por ação perfuro contundente
no rosto e no peito, múltiplas,
do jeito que acontece com gente boazinha.
O que sobrou da cara dele parecia sorrir.
De certa forma ele estava em paz.
Eu, tinha que trabalhar, duas faturas
para pagar, nenhum dinheiro 
ou mulher.
Não que fosse uma competição
Mas de algum modo,
sentia que aquele sujeito
estava me vencendo.

1 comentários:

Barbara Silveira disse...

Sinestésico. Caiu no estômago como minhas interpretações rudes e violentas do dia a dia.

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