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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Esperar.

As coisas boas levam tempo
e eu odeio esperar.
De espera em espera
a esperança
se desfaz. 

Por não saber esperar
me queimei com o café quente demais.

Você sabe como funciona,
o despertador anuncia o dia,
você abre os olhos, respira fundo 
e pensa no seu corpo dividido em dois 
nos trilhos do trem.

Por não saber esperar
desisti de uma poesia presa na garganta.

As coisas boas levam tempo
e eu odeio esperar.
Você espera e espera
e a vida não te espera
esperar.

Com o sistema nervoso autônomo implodindo,
transava com as pernas da terapeuta
enquanto ela dizia que coisas boas levam tempo,
como à maturação de uma rosa. 
–Eu odeio esperar – Eu disse, roendo as unhas. 


1 comentários:

Bruno Francisquini disse...

rapaz, fazia muito tempo que eu não visitava teu blogue, mais por indisposição de leitura online num geral, mesmo. mas tu continua bom na expressão do sentimento, nego. continue no caminho.

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