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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

céu sem estrelas.

Eu estava prestes a terminar o meu
serviço
trabalhando forte no seu rabo
puxando seu cabelo ruivo
estampando galáxias e
hematomas na sua pele branca
demais.
Sempre que termino uma
foda me sinto ridículo
sexo é superestimado
mais uma busca
desesperada por
uma sensação
temporária.
Precisamos nos lembrar
constantemente que estamos
vivos
por isso nós nos
drogamos
transamos
mutilamos
ou
escrevemos.
Quando você foi embora não foi diferente
não me importei
acendi um cigarro e fui à janela
outra noite de céu sem estrelas
senti vontade de chorar e na garganta
areia
me senti abjeto

Sempre me questiono se o
quarto andar é alto o suficiente.


Maldito céu sem estrelas.